Família King

Esta seção é dedicada aos familiares de Stephen King. Aqui, você conhecerá um pouco dos ascendentes e descendentes do Mestre do Horror Moderno.


Nellie Ruth Pillsbury King (1913-1973)

Nellie Ruth Pillsbury nasceu em 13 de março de 1913, em Scarborough, Cumberland, no Maine. Filha de Guy Herbert Pillsbury e Nellie Weston Fogg Pillsbury, e irmã de Mary Donahue, Lois Storey e Ethelyn P. Flaws. Ruthie Pill, como era chamada pelos amigos, foi educada no New England Conservatory of Boston, onde foi elogiada por saber falar bem em público e atuar.

Ruth acabou se casando com um rapaz, mas logo pediu divórcio. No dia 23 de julho de 1939, ela se casou com Donald King, e após descobrir que não podia ter filhos, adotou um garotinho a quem batizou de David Victor. Em 1948, ela engravidou, para surpresa de todos. Ruth aproveitava a ausência do marido para tocar órgão em um programa de rádio no Rockfeller Center, em Manhattan. Após Donald abandoná-la com dois filhos para criar, ela contou com a ajuda de Ethelyn e de amigos para sustentar a si e aos meninos. Na batalha, ela se mudou várias vezes, passando por Indiana, Connecticut e de volta ao Maine. Ela teve vários trabalhos: cozinheira, doceira, atendente… Nellie Ruth morreu em 1973 de câncer de pulmão.


Donald Spansky (1914-1980)

Donald é o pai de Stephen. Ele nasceu em 11 de março de 1914, e cresceu na cidade de Peru, em Indiana. Devido a problemas com a polícia, Donald (originalmente Spansky) mudou o sobrenome várias vezes; um deles sendo Edwin Pollock. Esta tentativa, porém, não vingou. O rapaz, que só pareceu conseguir paz ao mudá-lo legalmente para King, voltou da Segunda Guerra Mundial como capitão da Marinha Mercante. Apesar da atual tranquilidade, Donald sentia falta de aventuras e do mar, e estava inconformado em ficar preso a uma família (e a uma só mulher). Pouco tempo depois, arranjou um emprego como vendedor de limpadores a vácuo.

De acordo com Stephen, Ruth tinha consciência das traições de Donald. Certa vez, ela lhe disse: “Ele era o único vendedor de limpadores que demonstrava o produto a jovens viúvas às duas da manhã”. Stephen fala muito pouco do pai, e pouco se sabe sobre ele. Donald, por outro lado, pode ter sido a origem do talento de Stephen. Assim como o filho faria anos mais tarde, ele escrevia histórias e as enviava para diversas revistas (sendo sempre recusado). De acordo com Nellie Ruth, Donald não havia conseguido decolar como escritor por ser preguiçoso e nem um pouco determinado.

Segundo Stephen, Donald era um homem cujos pés estavam sempre formigando, afinal, ele era um viajante. Era apenas uma questão de tempo até que ele caísse na estrada; e foi o que aconteceu. Quando Stephen tinha dois anos, Donald saiu de casa dizendo que iria comprar um maço de cigarros e nunca mais voltou. Certa vez, o irmão adotivo de King, David, concedeu uma entrevista em que passou o número da previdência de Donald. Através deste dado, a imprensa descobriu que o pai de Stephen havia morrido em 1980, na cidade de Wind Gap, Pensilvânia, e que ele havia formado uma nova família com uma brasileira, composta por três filhos e uma filha.


Tabitha Jane-Frances Spruce King (1949)

Tabitha nasceu no dia 24 de março de 1949, em Old Town, Maine; os pais eram Raymond George e Sarah Jane White Spruce. Ela possui três irmãs, Margaret, Marcella e Stephanie. Depois do colegial, ela ingressou na Universidade do Maine, em Orono, onde conheceu e se apaixonou por Stephen. Como o marido, ela acabou se tornando uma autora.

Tabitha King publicou, ao todo, oito romances. São eles: Pequenas Realidades (1981); Caretakers (1983); The Trap (1985); Pearl (1988); One on One (1993); The Book of Reuben (1994); Survivor (1997) e Candles Burning (2006), além de alguns contos e livros de não-ficção. Tabitha também é conhecida por ser uma ativista, participando da The Shaw House, um abrigo para adolescentes; da Maine Public Broadcasting System e da Bangor Public Library. Uma doação de expressivo valor para a biblioteca de Old Town, em 1989, fez com que a prefeitura renomeasse a biblioteca para “Biblioteca Tabitha Spruce King”. Ao longo da vida, Tabitha deu à luz a três crianças: Joseph, Owen e Naomi. Atualmente, Tabitha vive com Stephen, alternando entre as residências do casal no Maine e na Flórida.


Naomi Rachel King (1970)

Naomi é a única filha de Stephen King, e também a única descendente direta do autor a não enveredar pelo caminho da literatura. Quando criança, Naomi não gostava muito das histórias de terror do pai; para agradá-la, Stephen escreveu Os Olhos do Dragão, um conto de fadas medieval.

A menina não só foi agraciada com uma dedicatória no livro, como também emprestou o nome a uma das personagens da história.

Adulta, Naomi começou a trabalhar no ramo de restaurantes, além de ser uma ativista LGBT (ela é abertamente homossexual).

Mais tarde, resolveu seguir carreira religiosa, estudando na Escola Teológica de Meadville Lombard, em Chicago, Illinois. Ela se formou em 2005. No meio do curso, Naomi se apaixonou por uma das professoras; a reverenda doutora Thandeka, com quem se casou em 2000.

Logo mais, ela se tornou uma ministra unitária universalista. Em 2005, ganhou um prêmio chamado Stewardship Sermon Award pelo sermão intitulado “Stand By This Faith”. De 2007 até 2010, ela serviu como ministra na Congregação de River Grass, em Platation, na Flórida.


Joseph Hillstrom King (1972)

Joseph, também conhecido como Joe Hill, nasceu no dia 4 de junho de 1972. Ele é o segundo filho de Stephen e Tabitha. Logo aos nove anos, Joe teve a primeira experiência com a fama; Stephen levou o filho para fazer uma participação no filme “Creepshow”, onde ele interpretou o garotinho que aparece entre os segmentos do filme.

Já adulto, ele resolveu seguir os passos do pai e passou a escrever, publicando histórias com o pseudônimo de “Joe Hill”. A ideia era evitar comparações com as histórias de Stephen, mas o disfarce logo foi descoberto em 2007.

Joe já publicou mais de vinte contos e sete livros: as antologias Fantasmas do Século XX; Tempo Estranho e Carrossel Sombrio e os romances A Estrada da NoiteO Pacto; Nosferatu e O Mestre das Chamas. A coletânea Fantasmas do Século XX lhe rendeu vários prêmios, incluindo o Bram Stoker Award e o Internation Guild Horror Award.

Além de escrever livros, Joe também é responsável pelo roteiro da HQ “Locke & Key”, publicada pela IDW e adaptada em forma de série pela Netflix. Joseph possui quatro filhos: Ethan (a quem Stephen dedicou Hearts in Atlantis), Aiden, Ryan e a pequena Zelda (a quem foi dedicado Novembro de 63).


Owen Philip King (1977)

Owen nasceu no dia 21 de fevereiro de 1977, e foi o último filho dos King. Assim como o pai e o irmão mais velho, Owen decidiu seguir a carreira deles.

Apesar de também ter a mesma veia de autor, Owen lançou até hoje apenas dois livros sozinho: uma coletânea de contos intitulada We’re All in This Together, em 2005, e o romance Double Feature, em 2013. Além disso, escreveu com o pai o romance Belas Adormecidas.

Owen também coeditou uma antologia sobre super-heróis chamada Who Can Save Us Now? com John McNally. Owen foi homenageado pelo pai em um poema publicado no livro Tripulação de Esqueletos, além de ter o nome emprestado a um dos personagens do romance O Apanhador de Sonhos. Atualmente, ele está casado com a também romancista Kelly Braffet.