Os Estranhos


Título Original: The Tommyknockers


Título Traduzido: Os Estranhos (1990Presente)


Ano de Publicação: 1987


Páginas: 638 (Edição de 1990 – Francisco Alves)


Tradução: Louisa Ibañez


Data de Publicação nos EUA: 10/11/1987


Personagens: Roberta Anderson, Jim Gardener, Ev Hillman, David Brown, Rebecca Paulson


Conexões: A Zona Morta; Cemitério Maldito; It: A Coisa; A Incendiária; O Talismã


Personagens Citados: Johnny Smith, Pennywise, David Bright; Charlie McGee; Jack Sawyer


Sinopse: A escritora Roberta “Bobbi” Anderson faz uma descoberta inacreditável quando tropeça em um artefato de metal enterrado nas florestas próximas à casa dela. Conforme o objeto vai sendo desenterrado, Bobbi e as pessoas da cidade de Haven começam a mudar. A humanidade que antes possuíam é substituída por algo mais; algo que não é deste planeta. Agora, o futuro de Haven e do mundo jaz nas mãos de Jim Gardener, um poeta bêbado que parece ser imune aos efeitos do objeto misterioso e que, por consequência, se torna o alvo número um dos estranhos cidadãos.


Adaptações: Os Estranhos (1993)


Derivados: ———-


Disponível no Brasil pelas Editoras: Francisco Alves (1990)


CURIOSIDADES

– A dedicação do livro é destinada a Tabitha King, acompanhada da frase “promessas a cumprir”. Na época em que escrevia o livro, King recebeu um ultimato da esposa para parar de se drogar e abusar do álcool; ele jurou que iria dar um basta nos vícios. Como a dedicação sugere, Stephen cumpriu a promessa.

– O alcoolismo do personagem Jim Gardener é, notavelmente, um reflexo da realidade em que King vivia na época em que escreveu o livro.

– King já admitiu publicamente que Os Estranhos é “um livro horrível”, cuja escrita sofreu devido ao abuso de álcool e drogas. Segundo King, Os Estranhos foi o último livro que ele escreveu antes de se livrar permanentemente dos vícios.

– O romance foi inspirado pelo conto de H.P. Lovecraft, “A Cor Que Caiu do Céu”, e pelo romance Os Invasores de Corpos, de Jack Finney.

– O personagem Claudell Weems sintoniza no rádio a faixa da polícia e escuta comunicados de várias cidades, incluindo Arnette, no Texas. Esta cidade fictícia foi palco de boa parte dos eventos iniciais do romance A Dança da Morte.

– Uma instalação chamada Arrowhead (Ponta de Flecha) é mencionada neste romance. Na noveleta “O Nevoeiro”, da antologia Tripulação de Esqueletos, o projeto que causou os eventos vistos na história tinha exatamente o mesmo nome.

– A rádio WZON, que na vida real pertence a Stephen e Tabitha King, é mencionada algumas vezes no livro.

– Em determinado momento da história, Gard se compara ao ator Jack Nicholson empunhando o machado no filme “O Iluminado” (1980).

– Enquanto lê um poema para uma plateia, Gard começa a ficar nervoso, e pensa que o público parece querer “sugar-lhe a alma, o seu ka, o seu o que quer que quisessem chamar”.

– Um dos personagens do livro é enviado ao planeta Altair 4. O lugar já existia no mundo da ficção, sendo mostrado no filme “Planeta Proibido”, de 1956.

– O álbum “Tales of the Twilight World”, da banda de power metal alemã Blind Guardian, contém duas faixas inspiradas no romance de King. A primeira se chama “Tommyknockers”, e a outra “Altair 4”.

– O capítulo do livro dedicado à personagem ‘Becka Paulson é, na verdade, uma versão editada do conto “The Revelations of ‘Becka Paulson”, que King havia escrito e publicado em 1984 na revista Rolling Stone. Em Os Estranhos, o texto foi alterado de modo a absorver os detalhes da trama. O conto original, inclusive, foi adaptado para a televisão pelo seriado “A Quinta Dimensão”, em seu 15º capítulo da terceira temporada.

– A cidade de Derry é mencionada diversas vezes durante o livro.

– Em determinado momento do livro, Ev Hillman se recorda de histórias sobre um cemitério indígena da tribo Micmac localizado em Ludlow. Trata-se do “cemitério maldito” visto no romance homônimo.

– King faz uma menção a si mesmo no livro através do personagem Ev Hillman, que pondera que os livros de faroeste da protagonista Bobbi Anderson são melhores e mais realistas do que as histórias “cheias de monstros faz-de-conta e uma montoeira de palavras indecentes” que há nos livros “daquele sujeito que vivia lá em Bangor”.


CURIOSIDADES COM SPOILERS

– Ao contrário do que se pode pensar, o nome “Tommynockers” não se refere ao tipo da raça alienígena presente no romance. Na verdade, é dito no livro que eles nem sequer tinham um nome para si mesmos, aceitando qualquer alcunha que lhes era dada nos planetas em que pousavam. O termo “Tommyknockers” remete a criaturas do folclore galês que viviam no subsolo. Para alguns mineradores, eram espíritos malignos que os aterrorizavam; para outros, eram espíritos benevolentes que os avisavam com pancadas nas paredes das minas quando um colapso estava para acontecer. Seja como for, a utilização do nome por King se dá na metáfora de que os alienígenas do livro eram “espíritos malignos” enterrados no subsolo de Haven.

– Em determinado momento do romance, o personagem Ev Hillman recorda-se de uma conversa que teve com um barman acerca de um homem chamado John Smith. Segundo ele, Smith havia acordado de um coma, adquirido poderes psíquicos e tentado assassinar um candidato à presidência dos Estados Unidos.

– As referências ao romance A Zona Morta seguem com a breve participação do repórter David Bright que, assim como uma vez havia tentado escrever uma matéria sensacionalista sobre Johnny Smith, agora tenta desvendar os mistérios de Haven.

– Após uma noite de bebedeira, Gard acorda em Arcadia Beach, perto do Hotel Alhambra. Ele encontra um garoto que se identifica como Jack. Trata-se de Jack Sawyer, protagonista de O Talismã.

– Logo após encontrar Jack, Gard pega carona com alguns hippies para voltar a Haven. Um dos jovens da trupe carrega o apelido de Beaver. Embora improvável, já que O Apanhador de Sonhos foi publicado 14 anos depois, nada impede que o Beaver de Os Estranhos seja o mesmo desse romance. Neste caso, seria curioso o personagem aparecer nas duas principais histórias de Stephen King que lidam com alienígenas.

– O palhaço Pennywise faz uma rápida aparição no romance quando o personagem Tommy está saindo de Derry para voltar a Haven. No trajeto, é dito que Tommy começa a ter alucinações. “Enquanto dirigia pela rua Wentworth, julgou ver um palhaço sorrindo para ele, de um bueiro aberto de esgotos; um palhaço cujos olhos eram cintilantes dólares de prata e segurava balões de gás na mão enluvada de branco”.

– No final do livro, King descreve que os cadáveres dos Tommyknockers foram levados pela Oficina (na edição da Francisco Alves, a organização foi traduzida como “Loja”), instalação que havia sido “queimada até os alicerces por uma criança”. Aqui, ele se refere à pequena Charlie McGee, do romance A Incendiária.