Depois da Meia-Noite


Título Original: Four Past Midnight


Título Traduzido: Depois da Meia-Noite (1992Presente)


Ano de Publicação: 1990


Páginas: 667 (Edição de 1992 – Francisco Alves)


Tradução: Louisa Ibañez


Data de Publicação nos EUA: 24/09/1990


Personagens: Brian Engle, Craig Toomy, Morton Rainey, Sam Peebles


Conexões: Quatro Estações; Angústia


Personagens Citados: Paul Sheldon, Ace Merrill


SinopseDepois da Meia-Noite é a segunda coletânea de noveletas publicada por King. Suas histórias mesclam o sobrenatural, o terror e o suspense. Confira a seguir as sinopses das noveletas…

Meia-Noite e Um: Os Langoliers (One Past Midnight: The Langoliers, 1990): enquanto viajavam de avião rumo a Boston, um pequeno grupo acorda de seus respectivos sonos para descobrir que, fora eles, todos a bordo desapareceram. Eles precisam encontrar a solução do enigma o mais depressa possível, porque o tempo está literalmente se esgotando.

Meia-Noite e Dois: Janela Secreta, Secreto Jardim (Two Past Midnight: Secret Window, Secret Garden, 1990): após um divórcio mal resolvido, o deprimido escritor Mort Rainey é visitado por John Shooter, um homem ameaçador de chapéu-coco, que o acusa de ter plagiado uma de suas histórias. Shooter exige que Mort reescreva o final da obra plagiada de acordo com sua ideia original, além de dar a ele os devidos créditos autorais. Se Mort não atender às suas exigências, Shooter promete um péssimo final para o escritor.

Meia-Noite e Três: O Policial da Biblioteca (Three Past Midnight: The Library Policeman, 1990): Sam Peebles pega dois livros emprestados da biblioteca local tencionando usá-los em um discurso. O homem, contudo, acaba perdendo os exemplares. Quando percebe que está sendo perseguido por uma entidade sobrenatural chamada “Policial da Biblioteca”, que exige a devolução dos livros a tempo, Sam se vê correndo contra o relógio para permanecer vivo.

Meia-Noite e Quatro: O Cão da Fotografia (Four Past Midnight: The Sun Dog, 1990): Kevin fica maravilhado quando ganha uma polaroide de presente em seu 15º aniversário. O garoto, porém, percebe uma perturbadora característica da máquina ela tira sempre a mesma foto mostrando um cão preto com semblante agressivo correndo em sua direção. A cada fotografia tirada, Kevin vê o cão se aproximar mais e mais; ele está prestes a sair da imagem para entrar em nosso mundo…


Adaptações: Fenda no Tempo (1995); A Janela Secreta (2004)


Derivados: ———-


Disponível no Brasil pelas Editoras: Francisco Alves (1992)


CURIOSIDADES

– A noveleta “Os Langoliers” é dedicada ao filho de King, Joe Hill; “Janela Secreta, Secreto Jardim” é dedicado a Chuck Verrill, agente literário de King; “O Policial da Biblioteca” é dedicado “aos funcionários e frequentadores da Biblioteca Pública de Pasadena”; por fim, “O Cão da Fotografia” é dedicado ao falecido autor John D. MacDonald, amigo de King que escreveu a introdução para a antologia Sombras da Noite.

– Em um erro bizarro, a editora Francisco Alves traduziu a noveleta “The Sun Dog” de duas formas: “O Cão da Polaroid” (no sumário) e “O Cão da Fotografia” (no texto do livro).

– A noveleta “O Cão da Fotografia” é descrita por King como a segunda parte da “trilogia Castle Rock”, que tem como primeiro capítulo o romance A Metade Sombria e, como último, o livro Trocas Macabras.

– Na noveleta “O Policial da Biblioteca”, um dos personagens lê um livro escrito por Paul Sheldon, protagonista do romance Misery: Louca Obsessão.

– Em “O Cão da Fotografia”, Reginald ‘Pop’ Merrill menciona diversas vezes o seu neto, Ace Merrill, o delinquente que vimos na noveleta “O Corpo”, da antologia Quatro Estações, e no romance Trocas Macabras.

– Stephen King afirmou que sua inspiração para escrever “Os Langoliers” veio de um sonho que teve. Nele, uma mulher tentava fechar uma rachadura dentro de um avião com as próprias mãos.

– Pop Merrill recorda-se do São Bernardo Cujo na noveleta “O Cão da Fotografia”, enquanto fotografa com a câmera misteriosa do garoto Kevin.

– Assim como o personagem Mort Rainey, King já passou por poucas e boas por ser acusado de plágio. Em 2005, uma mulher chamada Anne Hiltner processou o escritor, acusando-o de ter usado a imagem dela para criar a personagem Annie Wilkes. A Justiça norte-americana acabou rejeitando todas as ações dela. Em outro processo, Hiltner dissera que King havia plagiado o manuscrito da noveleta “Andando na Bala”, que teria sido escrito pelo irmão dela.

– Em outra situação mais grave, ocorrida em 1991, um homem que afirmava estar armado com uma bomba invadiu a casa de King. O autor não se encontrava, mas a esposa dele, Tabitha, sim. Ao ser flagrado por ela, o homem alegou que Stephen havia furtado de sua tia o manuscrito do romance Misery: Louca Obsessão. Tabitha fugiu para a casa da vizinha e chamou a polícia. O homem invadiu o sótão dos King e se barricou no local, até que a polícia conseguiu prendê-lo. A bomba, a propósito, era um blefe.

– Segundo King, a ideia para “O Policial da Biblioteca” surgiu quando seu filho Owen, ainda criança, pediu um livro de pesquisa para um trabalho escolar. Stephen sugeriu que ele fosse procurar na biblioteca local, mas Owen revelou seu medo da existente lenda urbana da “polícia da biblioteca”.