Na Hora da Zona Morta


Adaptação do Livro: A Zona Morta (The Dead Zone, 1979)


Adaptação do Conto: ———-


Título Original: The Dead Zone


Ano de Produção: 1983


Duração: 103 minutos


Data de Estreia nos EUA: 21/10/1983


Data de Estreia no Brasil: 19/11/1987


Elenco: Christopher Walker, Martin Sheen, Tom Skerritt, Brooke Adams, Herbert Lom


Direção: David Cronenberg


Sinopse: Johnny Smith não é um homem comum. Ele sofreu um acidente quase fatal, ficou anos em coma e, ao acordar, percebe que pode enxergar o futuro daqueles que toca. Impactado pela descoberta, Johnny resolve usar seus poderes para o bem e ajudar pessoas com destinos potencialmente trágicos. Ao ouvir falar dos talentos do rapaz, a própria polícia o procura para que ele os auxilie a resolver o caso de um violento serial killer. No meio de tudo isso, Johnny acaba apertando a mão de Greg Stillson, um homem que futuramente pode não apenas se tornar o presidente dos Estados Unidos, mas também ser o responsável direto por um cataclismo que destruirá a humanidade.


Disponível no Brasil em: VHS, DVD, Streaming (Amazon Prime, Darkflix)


CURIOSIDADES

– O diretor David Cronenberg teve de regravar a cena em que Johnny Smith tem sua primeira premonição. Originalmente, ela mostrava o quarto de uma garotinha em chamas. No cenário, um bonequinho do E.T. – O Extra-Terrestre podia ser visto em uma das estantes. A cena foi regravada quando a Universal Pictures (estúdio responsável pelo filme de Steven Spielberg) ameaçou processá-los por usarem a imagem do personagem.

– Para fazer os espasmos de Johnny Smith parecerem involuntários e mais reais, o diretor David Cronenberg disparava balas de festim por trás das câmeras com uma Magnun .357. Isso foi ideia do próprio Christopher Walken.

– Antes do acidente, Johnny pede que seus alunos leiam A Lenda de Sleepy Hollow, um livro sobre um cavaleiro sem cabeça que aterroriza uma pequena vila no interior dos Estados Unidos. Christopher Walken, 16 anos depois, coestrelaria o filme “A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça” (1999), de Tim Burton, fazendo o papel do próprio cavaleiro.

– O personagem de Martin Sheen diz que tem certeza de que futuramente será o presidente dos Estados Unidos. Mais tarde em sua carreira, Sheen interpretaria o próprio presidente dos EUA não apenas uma, mas duas vezes. Primeiro na minissérie “Kennedy” (1983), e depois no seriado “West Wing: Nos Bastidores do Poder” (1999).

– Greg Stillson, interpretado por Martin Sheen, tem fotos comprometedoras tiradas por um fotógrafo interpretado por Ramon Estevez, filho de Sheen e irmão dos atores Emilio Estevez, que estrelou “Comboio do Terror” (1986), e Charlie Sheen.

– O “suor” no rosto de Christopher Walken na sequência do quarto em chamas era um retardante químico que havia sido borrifado no ator para protegê-lo. O efeito obtido (que não havia sido planejado) acabou sendo aproveitado após Cronenberg achá-lo surpreendentemente dramático.

– David Cronenberg queria mudar o nome do personagem de Christopher Walken: “Eu nunca batizaria ninguém com o nome de Johnny Smith”, ele disse, mas acabou desistindo.

– Um dos três filmes de Cronenberg cuja trilha sonora não foi composta por seu amigo Howard Shore (que mais tarde comporia a épica trilha sonora da trilogia “O Senhor dos Anéis”). Isso ocorreu devido à política do estúdio (Paramount), que queria um compositor mais “da casa” para criar as músicas. Michael Kamen acabou sendo o escolhido.

– O poema que Johnny lê no começo do filme é o trecho final de O Corvo, uma das obras mais famosas de Edgar Allan Poe.

– Hal Holbrook era a escolha original de Cronenberg para interpretar o xerife Bannerman, mas o produtor Dino De Laurentiis rejeitou a ideia por desconhecer o ator, embora ele tivesse atuado em “Creepshow: Show de Horrores” um ano antes.

– Três pessoas que participaram de “Na Hora da Zona Morta” também atuaram na franquia do agente secreto James Bond. Anthony Zerbe (Roger Stuart) apareceria em “007 – Permissão para Matar” (1989), enquanto Christopher Walken (Johnny Smith) seria o vilão de “007 – Na Mira dos Assassinos” (1985). Já o compositor Michael Kamen escreveria a música de “007 – Permissão para Matar” (1989).


TRAILER