Carrie, a Estranha


Adaptação do Livro: Carrie, a Estranha (Carrie, 1974)


Adaptação do Conto: ———-


Título Original: Carrie


Ano de Produção: 1976


Duração: 98 minutos


Data de Estreia nos EUA: 16/11/1976


Data de Estreia no Brasil: 08/08/1977


Elenco: Sissy Spacek, Piper Laurie, John Travolta, Nancy Allen, William Katt, Amy Irving, P.J. Soles


Direção: Brian De Palma


Sinopse: Carrie White é uma jovem denominada “estranha” por seus colegas. Ela possui um rosto considerado feio; usa roupas de segunda mão; e, ainda por cima, possui uma mãe extremamente religiosa. Após consecutivas humilhações na escola e em casa, Carrie percebe que seu estresse despertou um poder sinistro dentro de si ― o dom da telecinesia, que lhe permite mover objetos apenas com a força da mente. Apesar de a moça não desejar machucar ninguém, uma cruel armadilha que está sendo preparada contra ela será o estopim para a liberação de uma força devastadora, que fará com que aqueles que tanto a humilharam se arrependam amargamente de terem cruzado seu caminho.


Disponível no Brasil em: VHS, DVD, Blu-Ray, Streaming (MGM), VOD (iTunes)


CURIOSIDADES

– Sissy Spacek não foi considerada para o papel de Carrie até que seu marido, o diretor de arte Jack Fisk, convenceu o diretor Brian De Palma a deixá-la fazer um teste de elenco.

– O nome do colégio no filme é Bates High, uma referência a Norman Bates de “Psicose” (1960). Além disso, o tema de quatro notas de violino da obra-prima de Alfred Hitchcock é usado repetidamente no filme.

– A tomada surreal durante a cena do baile foi feita colocando William Katt e Sissy Spacek numa plataforma que girava em uma direção, enquanto a câmera rodeava os atores pela direção oposta.

– Inicialmente, P.J. Soles só foi contratada para figuração, mas após acertar Sissy Spacek na cabeça com seu boné de beisebol durante a cena do jogo de vôlei, Brian De Palma decidiu mantê-la pelo resto do filme.

– O sangue de porco jogado em Sissy Spacek era xarope da marca Karo misturado com corante para comida. A atriz, todavia, estava disposta a ter sangue de verdade jogada nela.

– O roteiro pedia por uma maquete da casa dos White sendo esmagada por uma chuva de rochas. Os produtores passaram uma manhã inteira tentando, sem sucesso, acertar o efeito. Enquanto a noite se aproximava, eles decidiram abandonar a ideia das rochas e queimar a casa. Eles gostaram tanto do que viram que o efeito permaneceu no filme.

– Sue Snell e sua mãe são interpretadas por filha e mãe na vida real, Amy Irving e Priscilla Pointer.

– Melanie Griffith fez testes para o papel de Carrie.

– Primeiro romance de Stephen King a ser adaptado para o cinema.

– George Lucas e Brian De Palma fizeram testes de elencos conjuntos para “Carrie, a Estranha” e “Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança” (1977). Houve um rumor de que Sissy Spacek fora contratada para interpretar a Princesa Leia, enquanto Carrie Fisher ficaria com o papel de Carrie White. Quando Fisher se recusou a aparecer em cenas de nudez, e Spacek se mostrou disposta a fazê-las, os diretores trocaram as duas de papel. Entretanto, Fisher negou a história num artigo da revista Premiere chamado “A Força Não Estava com Eles,” sobre atores que fizeram testes, mas não conseguiram papéis em “Star Wars”. Na matéria, Fisher diz: “Não só adoro estar nua, como eu teria ficado nua naquele tempo… Mas, de qualquer forma, isso é conversa fiada” [que Fisher se recusou a fazer Carrie].

– Amy Irving, intérprete de Sue Snell, originalmente fez teste para o papel da Princesa Leia, e William Katt, que interpretou Tommy Ross, fez teste para o papel de Luke Skywalker em “Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança” (1977).

– Betty Buckley dublou a fala “Creepy Carrie! Creepy Carrie!” para o menino da bicicleta que ofende Carrie quando ela esta voltando para casa.

– John Travolta dirige um Chevelle SS 396 1967 neste filme. Em “Pulp Fiction: Tempo de Violência” (1994), ele dirigiu um conversível Chevelle Malibu 1964.

– Nancy Allen não percebeu que sua personagem era tão má até ver o filme terminado. Ela pensava que ela e John Travolta estavam fazendo papeis de personagens idiotas, que estavam lá para servir de alívio cômico. Piper Laurie também pensou que sua personagem, Margaret White, era tão exagerada que o filme tinha de ser uma comédia.

– Para seu teste, Sissy Spacek derramou vaselina no cabelo e não lavou o rosto. Ela também usou um vestido de marinheiro (que a mãe dela havia feito enquanto Spacek estava na sétima série) com a bainha cortada.

– Quando Carrie faz o carro de Billy capotar, a tomada interior mostra os personagens girando. Na verdade, este efeito foi conseguido ao simplesmente girar a imagem na pós-produção.

– Sissy Spacek perguntou a Brian De Palma como ele queria que ela reagisse na cena em que Carrie menstrua no chuveiro da escola, e De Palma respondeu: “É como ser atingida por um caminhão”. Spacek falou com o diretor de arte, Jack Fisk (seu marido), que quando criança fora atropelado por um carro ao ficar no meio da rua olhando as luzes natalinas do vizinho. A atriz usou a descrição da experiência do marido como base para a cena.

– Muitas das meninas presentes na cena do vestiário estavam hesitantes em aparecer nuas no filme, mas depois que Brian De Palma mostrou-lhes as cenas de nudez de Sissy Spacek, elas ficaram mais confiantes.

– O menino na bicicleta é interpretado pelo sobrinho de Brian De Palma, Cameron.

– Brian De Palma queria que Betty Buckley realmente estapeasse Nancy Allen. Como Allen não conseguia a reação que De Palma queria, Buckley acabou estapeando a jovem mais de trinta vezes.

– A banda não-creditada que toca na cena do baile se chama “Vance or Towers”. A canção não-creditada que eles tocam se chama “Education Blues”, disponível no álbum de mesmo nome de 1975.

– Nancy Allen foi a última pessoa a fazer testes para o filme.

– Originalmente, haveria uma cena em que Carrie, ainda criança, fala com a vizinha, que está tomando banho de sol no quintal, e é flagrada pela mãe. Margaret arrasta Carrie para dentro de casa e a menina faz com que caia uma chuva de pedras. A cena foi atirada de lado porque a equipe de efeitos especiais não conseguia o efeito desejado.

– Na casa de Carrie há uma estátua que representa uma figura religiosa; trata-se de São Sebastião.

– É o primeiro filme de Amy Irving e Betty Buckley.

– Amy Irving admitiu que odiou o roteiro quando o recebeu, mas após ver o filme acabado, o achou simplesmente “mágico”. Ela também ficou desapontada que a maioria de suas cenas longas foi cortada, incluindo uma em que Sue transa com Tommy no banco traseiro do carro dele.

– Originalmente, Brian De Palma usou o efeito da tela repartida extensivamente durante a cena do baile. Desapontado com os resultados, ele reeditou a maioria das cenas, devolvendo-as à tela cheia.

– O anel que Amy Irving usa durante o filme foi um presente do próprio Stephen King.

– O filme que Tommy e Sue estão assistindo quando ela o convence a ir ao baile com Carrie é “Duelo no Diablo Canyon” (1966).

– Recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Atriz para Sissy Spacek e Melhor Atriz Coadjuvante para Piper Laurie. Nenhuma das duas, porém, conseguiu arrebatar o prêmio.

– O roteirista Lawrence D. Cohen colaborou com os compositores Michael Gore e Dean Pitchford para criar “Carrie: The Musical”. A encenação foi lançada pela Royal Shakespeare Company, dirigida por Terry Hands e coreografada por Debbie Allen, em Stratford-upon-Avon, Inglaterra, no ano de 1988. Mais tarde, no mesmo ano, a produção foi transferida para Broadway, onde Betty Buckley substituiu Barbara Cook como Margaret White. Foram apenas cinco apresentações na Broadway. “Carrie: The Musical” é considerado por muitos críticos como sendo o mais espetacular fiasco da história da Broadway.

– No trailer original do filme, disponível no DVD, é mostrada uma cena alternativa em que Carrie toma banho no chuveiro do colégio, bem como uma tomada alternativa de Carrie e Margaret ajoelhadas na casa dos White. Além disso, é possível ouvir a voz original do menino da bicicleta que xinga Carrie (que no corte final acabou sendo dublado por Betty Buckley).

– Linda Blair fez testes para o papel principal, mas desistiu por medo de ficar eternamente marcada por ele. Farrah Fawcett também tentou pegar o papel, mas acabou desistindo por conflitos de agenda, visto que gravava o seriado “As Panteras” (1976) na época.

– Bernard Herrmann, que foi indicado ao Oscar pela trilha sonora do filme anterior de De Palma, “Trágica Obsessão” (1976), havia ficado de gravar a trilha de “Carrie, a Estranha”, mas acabou falecendo em dezembro, antes que as filmagens pudessem ser terminadas.


CURIOSIDADES COM SPOILERS

– Na cena em que a mangueira de incêndio mata a personagem de P.J. Soles, a atriz realmente ficou inconsciente quando a pressão da água atingiu seus tímpanos. Quando se vê a cabeça dela tombando para o lado, é o momento em que ela desmaia de verdade.

– A cena em que Sue Snell leva flores ao túmulo de Carrie foi gravada de trás para frente. A ideia era dar um clima surreal à sequência.

– A sempre autêntica Sissy Spacek insistiu que ela, e não uma dublê, fosse a mão que sai do túmulo de Carrie e que puxa a mão de Sue.

– Na época das filmagens do baile, Sissy Spacek se recusou a tomar banho durante três dias seguidos só para respeitar a continuidade da cena.


TRAILER